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Vacina preventiva contra HIV não produz efeitos adversos em humanos

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A fase I do estudo clínico (SAV CT 01) da única vacina preventiva contra o HIV baseada no vírus morto geneticamente modificado (SAV001-H) foi concluída com êxito, sem efeitos adversos em todos os pacientes.

A vacina foi desenvolvida pelo cientista Chil-Yong Kang e sua equipe da Escola Schulich de Medicina e Odontologia, da Western University, em Ontário (Canáda), em parceria com a empresa Sumagen Canadá.

Os testes em humanos foram iniciados em março de 2012 e concluídos em agosto de 2013. A pesquisa reuniu pacientes infectados pelo HIV assintomáticos, entre 18 e 50 anos de idade. Os integrantes do estudo foram divididos em dois grupos de forma aleatória. Um dos grupos foi tratado com a nova vacina e o outro com placebo.

Os efeitos adversos após a vacinação foram registados diariamente pelos voluntários, que visitaram os locais de teste nas semanas 4, 6, 12, 18, 26 e 52 após a vacinação, passando por exames hematológicos, clínicos, exame de urina e físico.

Além da avaliação de segurança, testes para detecção de anticorpos específicos do HIV foram realizados durante todo o período de acompanhamento. De acordo com os resultados do estudo, os anticorpos contra o antígeno p24 aumentaram 64 vezes e contra o antígeno gp120 em até oito vezes, após a vacinação.

Segundo os pequisadores, o aumento dos anticorpos foram mantidos durante o período de estudo de 52 semanas. "Os índices de aumento na produção de anticorpos resultantes da vacina são encorajadores, uma vez que prevêm um sucesso do ensaio clínico humano de fase 2, que irá medir as respostas imunes," afirmou Chil-Yong Kang.

Durante a divulgação dos resultados, representantes da Sumagem afirmaram estar confiantes no desenvolvimento da SAV001-H como a primeira vacina contra o HIV preventiva em condições de salvar milhões de vidas.

Segundo Jung-Gee Cho, CEO Sumagen, "após a comprovação da segurança da vacina, seguindo os padrões da Food and Drug Administration (FDA), a equipe está preparada para dar os próximos passos em direção à Fase II e ensaios clínicos de Fase III. "Estamos abrindo as portas para participação de empresas farmacêuticas, governos e organização de caridade, em busca de novas parcerias que possam nos levar mais próximos de criar a primeira vacina comercial contra o HIV.


AUTOR: REDAÇÃO
FONTE: ISAÚDE.NET