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31 de outubro: Martinho Lutero e a Reforma

martinho

 

 

Por Carlos Frühauf, pastor

Precursor da reforma Protestante na Europa, Lutero nasceu na Alemanha no ano de 1483 e fez parte da ordem agostiniana. Em 1507, ele foi ordenado padre, mas devido as suas ideias que eram contrárias as pregadas pela igreja católica, ele foi excomungado e mais tarde proscrito pelo imperador.

Ideias e doutrina

Sua doutrina, salvação pela fé, foi considerada desafiadora pelo clero católico, pois abordava assuntos considerados até então pertencentes somente ao papado. Contudo, esta foi plenamente espalhada, e suas inúmeras formas de divulgação não caíram no esquecimento, ao contrário, suas ideias foram levadas adiantes e a partir do século XVI, foram criadas as primeiras igrejas luteranas.

Apesar do resultado, inicialmente o reformador não teve a pretensão de dividir o povo cristão, mas devido à proporção que suas 95 teses adquiriram, este fato foi inevitável.

Essas teses foram fixadas na porta da Igreja do Castelo de Wittemberg na Alemanha no dia 31 de outubro de 1517. Elas visavam uma renovação da Igreja e algumas questionavam a venda de Indulgências. (Cartas passadas em nome da Igreja que prometiam o perdão dos pecados e salvação eterna sem a necessidade de arrependimento). Por isso o dia 31 de outubro ficou conhecido como o dia da Reforma, pois essas teses foram espalhadas e lidas com muita rapidez.

Para que todos tivessem acesso às escrituras que, até então, encontravam-se somente em latim, ele traduziu a Bíblia para o idioma alemão, permitindo a todos um conhecimento que durante muito tempo foi guardado somente pela igreja.

Com um número maior de leitores do livro sagrado, a quantidade de protestantes aumentou consideravelmente e entre eles, encontravam-se muitos radicais. Lutero precisou ser protegido durante 25 anos. Para sua proteção, ele contava com o apoio do Príncipe Frederico – o Sábio, da Saxônia.

Martinho foi responsável pela organização de muitas comunidades evangélicas e, durante este período, percebeu que seus ensinamentos conduziam a divisão. Casou-se com a monja Katharina Von Bora, no ano de 1525, e teve seis filhos.