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SUS vai distribuir quatro novos medicamentos para tratar doenças pulmonares

 

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O Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer, a partir do próximo ano, os medicamentos ambrisentana e bosentana, utilizados no tratamento da hipertensão arterial pulmonar (HAP) e erlotinibe e gefitinibe, contra o câncer de pulmão. A portaria que autoriza a inclusão foi publicada na última sexta-feira (8) no Diário Oficial da União. No total, o Ministério da Saúde deverá investir anualmente R$ 12,5 milhões na compra desses medicamentos de alto custo.

O erlotinibe e o gefitinibe inibem crescimento, multiplicação e sobrevida das células cancerosas. O câncer de pulmão é o segundo mais comum e o que mais mata no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 27 mil pessoas desenvolvem a doença por ano. Em 2012, foram internadas 18.154 pessoas com a doença.

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esses medicamentos permitem o tratamento domiciliar, o que melhora a qualidade de vida da pessoa doente e de seus familiares.

A hipertensão arterial pulmonar estreita as artérias pulmonares, dificultando assim a respiração e sobrecarregando o coração, que tem de fazer mais esforço para bombear o sangue. A ambrisentana e a bosentana dilatam essas artérias e aliviam os outros sintomas. De cada três portadores da doença, dois necessitam dos medicamentos. No ano passado, foram registradas 1.181 internações e 633 mortes pela doença.

A decisão atende reivindicações de entidades como a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e de Oncologia, além de pedidos de usuários que recorrem à Justiça. De 2011 para cá, 160 processos relativos a esses medicamentos estão em andamento no SUS, o que totaliza R$ 2,9 milhões.

A inclusão segue regras da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que garantem a proteção do cidadão quanto ao uso e eficácia desses medicamentos.

No ano passado, o Ministério da Saúde incluiu 45 medicamentos e procedimentos no SUS, o que equivale ao dobro da média de incorporações feitas nos últimos seis anos, antes da criação da Conitec, em 2011.

FONTE: SIS SAÚDE