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Notícias &..., por Isolde Scheibe

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Sucesso em dose dupla

Há quem acredite que para vencer e obter sucesso na vida, alguém precisa perder. É comum ouvir os colaboradores reclamando e ressentidos com seus empregadores, argumentam que são explorados, pois trabalham muito e ganham pouco. Da mesma forma alguns patrões também reclamam de seus funcionários, queixando-se de que só estão preocupados com o dinheiro no final do mês e não dão o seu melhor no trabalho. Alegam que possuem pessoas em seu quadro de trabalhadores descomprometidas com a empresa e que só visam o retorno pessoal.

Diante dessa observação questiono: Será que é possível uma realidade em que empregados e empregadores vençam juntos? Será que para a empresa chegar ao topo alguém precisa perder? E quando o colaborador se omite de realizar tudo aquilo que poderia fazer por seu empregador, o prejuízo é só da empresa? Como já ouvi várias palestras por fazer parte de uma empresa, tenho certeza que o sucesso pode acontecer a ambos, na realidade, ninguém chega sozinho ao sucesso. É preciso compreender que o verdadeiro sucesso é consequência da política do “ganha-ganha”. Quando o funcionário se doa à empresa, faz seu melhor, vai além da obrigação, ele tem um empregador satisfeito e disposto a também fazer mais por ele. Por outro lado, empresas que valorizam e investem em seus profissionais possuem colaboradores qualificados e satisfeitos, e altamente motivados e “brigando” pelo desenvolvimento da empresa. De uma coisa tenho certeza. Sempre que surgir um curso para os empresários e colaboradores devem fazê-lo, pois estes obtêm mais resultados e tem condições de investir na qualificação, na qualidade de vida e na remuneração de seus funcionários.

Não dá para apenas queixar-se de uma situação incômoda entre empresa e empregados. É hora de fazer alguma coisa para sair da mesmice e alcançar resultados ousados e significativos.

 

 

Violência

Assisti a um debate com sociólogos no Globo News, que discutiam sobre as causas da violência que vem aumentando no país em função dos protestos que iniciaram no mês de março durante as manifestações contra a elevação da tarifa de ônibus. Toda vez que ligamos a TV, o rádio, abrimos um jornal ou uma revista certamente encontramos alguma notícia que nos faz pensar “Quanta violência, onde é que isso vai parar?”. Cada vez mais, os meios de comunicação deixam explícito que, onde quer que estejamos independentes de raça, idade, sexo, grau de instrução ou classe social, estamos vulneráveis à violência, obrigando-nos a constatar que ela invadiu todas as áreas da vida e das relações do indivíduo.

De uma maneira geral, o conceito de violência está sempre relacionado a uma ação (que pode ser um comportamento, fenômeno natural, um acontecimento), e aparece ligado aos conceitos de agressividade, agressão, força usada contra a vontade de alguém, ou sentida de maneira intensa. Considera-se violência tudo aquilo que fere, destrói, agride ou machuca as pessoas – ações que não preservam a vida e/ou prejudicam o bem-estar tanto individual quanto social. De uma maneira geral, quando queremos entender os acontecimentos a nossa volta, procuramos as causas.

Surgem então várias explicações, talvez o leitor não concorde com o que penso: indignação, revolta pelo fato do governo não resolver os problemas, a própria pobreza, a falta de instrução, ou seja, uma educação de qualidade, salários dignos e democracia de verdade e não um teatro como um dos sociólogos frisou bem. Está na hora de resolver os problemas sim, e de outra parte, é importante se relacionar de maneira menos violenta, tornando-se mais consciente das reações diante de situações de conflito, ameaças e fortes emoções.

É preciso desenvolver estratégias mais eficazes por parte do governo para enfrentar os conflitos e resolver as pendências. Além disso, é importante que os manifestantes tenham consciência sobre as consequências de suas ações, responsabilizando-se por seus atos, e colocar em prática pequenas atitudes que interrompem cadeias de pequenas ações e atitudes agressivas, que poderiam levar a atos maiores de violência.

 

TEXTO PUBLICADO NO JORNAL ABCNOTÍCIAS NA EDIÇÃO DO DIA 23 DE AGOSTO