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Coluna de Eloy Milton Scheibe

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Na noite da última terça-feira participei em Carazinho no Hotel Plaza Sul, de um jantar comemorativo ao 6º aniversário da Comissão de Produtoras Rurais do Sindicato Rural de Carazinho, que na oportunidade também promoveu palestra com o tema “A empresa Agropecuária Familiar”. Este grupo tem se destacado por sua ação em prol da propriedade rural, que como disse a ex-coordenadora da comissão, tem tudo a ver com as mães.

Fiquei impressionado com a organização, empenho e dedicação das integrantes da Comissão, que começaram em cinco e hoje se orgulham de ter um grupo bem maior e motivado em torno da ideia de procurar entender e auxiliar com o que acontece no dia a dia da propriedade da família. Era possível observar o brilho nos olhos de cada uma das integrantes.

Não foi preciso questionar, pois é facilmente perceptível a clareza da necessidade da mulher se envolver com os trabalhos e projetos da propriedade para, bem como no cotidiano das tarefas e, especialmente auxiliar na sucessão familiar e encaminhá-la em vida e, portanto, sem traumas, disputa de vaidades e nem perdas. É comum na cultura de muitas famílias apenas pensar no assunto após o falecimento dos patriarcas, que resulta invariavelmente na transferência da propriedade para outra família, pois a terra é um bem que fica. Percebeu-se também que estas senhoras estão perfeitamente cientes que agricultura é um bom negócio e quanto mais souberem sobre a propriedade melhor para todos.

Este é um belo exemplo a ser seguido por outras entidades e famílias. A visão feminina tem muito a contribuir com a propriedade rural, assim é preciso acabar com a visão machista de que a atividade rural só é assunto de homem. Este preconceito precisa ser desmistificado, pois se a família pretende dar continuidade aos seus negócios nada melhor do que todos estarem envolvidos de uma forma ou de outra. A entrada da mãe no envolvimento cotidiano do negócio poderá significar dias mais longos à propriedade nas mãos da família. Se um dos patriarcas desertar provavelmente metade da propriedade já poderá trocar de mãos. Montar uma propriedade é extremamente difícil, desmontá-la, no entanto, é fácil.

 

TEXTO PUBLICADO NO JORNAL ABCNOTÍCIAS DA EDIÇÃO DE 23 DE AGOSTO DE 2013