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Professores: páginas para escrever!, por Claudir Pressi

 

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Ainda não esqueci os professores que tive e tenho na vida, e penso não esquecê-los tão cedo. Estão bem gravadas comigo as experiências que realizei como estagiário, professor, coordenador de projetos pedagógicos e palestrante. Digo isto, pois temo que num futuro próximo as mais simples e puras lições, tão essenciais ao aprendizado sejam abafadas e os ensaios necessários que se apresentam para percorrer os caminhos do conhecimento e da sabedoria, fiquem esquecidos pelos cidadãos. A dinâmica da educação exige um olhar atento para realizar as leituras dos tempos modernos.

Às vezes, tenho a sensação de que muitas pessoas pensam um mundo sem professores. Se isso se tornar realidade, provavelmente, não haverá mestres, nem profissões! Existem múltiplas formas de caracterizar o papel do professor e cada um tem sua experiência, visão e conceito de qual deve ser sua atuação na educação. Da mesma forma, podem ser elencados diversos pontos de vista em relação ao que precisaria mudar, ou manter no mundo da educação brasileira. Entre tantos parâmetros de análise, para uma possível leitura dos contextos, cada vez mais complexos diante da diversidade dos saberes e sobre todas as áreas que envolvem a existência humana, proponho a seguir três!

Em primeiro lugar o aprendizado permanente consiste numa atitude e decisão pessoal que vai além dos ambientes de estudo. Ultrapassa decretos por decretos e também a obrigatoriedade meramente exigida. Sem os recursos prioritários e a clareza de processo as iniciativas passam a ser insuficientes. O aprendizado é uma postura de quem quer manter o desejo de buscar sempre algo que permita crescimento, fazendo da vida a dinâmica do conhecido e do desconhecido. Significa aproximar-se da pedagogia da sabedoria, isto é: todas as teorias precisam passar pela prática e serão necessárias e substanciais, na medida, que possibilitam intervenções atualizadas no cotidiano e evidenciem a essência do humano em todos os tempos e dimensões.

Em segundo lugar, a opção pessoal do educando/ educador é o primeiro passo a ser dado e é uma necessidade que deve ser renovada a cada novo percurso, visando potencializar a elaboração de projetos e a criação de condições que atendam as necessidades dos indivíduos e da sociedade. Sem ela ficaremos girando ao redor das mesmas questões que nos cercam, apenas apontando mais lacunas e revelando estatísticas e índices que pouco contribuem para uma educação efetiva.

Em terceiro lugar, há que se inserir numa visão global no horizonte das linguagens sociais. O conhecimento e os fenômenos históricos em constante alteração requerem uma metodologia eficaz e cada vez mais adaptada para interpretar e fazer aproximações das realidades e necessidades, efetivando alternativas e dialogando de maneira autêntica no intuito de apontar caminhos para a humanidade realizar sua Sina!

Pensando nos professores faço apenas uma coisa: leio em cada rosto humano e escrevo mais uma página!

 

TEXTO PUBLICADO NO JORNAL ABCNOTÍCIAS DE 18 DE OUTUBRO DE 2013