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Basta o Necessário!, por Claudir Pressi

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Quanto e o que preciso para viver? Pergunto de outra forma: o que é necessário mesmo para a pessoa realizar seus projetos, sua história, viver feliz? É como diz a canção de Daniel: “Pra ser feliz o quanto de dinheiro eu preciso? Como é que se conquista o paraíso? Quanto custa? Para o verdadeiro sorriso, brotar do coração!”.

Ninguém poderia ou deveria abrir mão do atendimento de suas necessidades vitais, como ser humano. Somos portadores de necessidades e nos movemos por desejos. Desejos que podem ser atendidos ou não. Isto é: existem desejos e vontades despertadas em nós que não condizem com as verdadeiras necessidades. Evidentemente, que as pessoas possuem o livre arbítrio, porém a escolha daquilo que realmente precisamos para nos satisfazer humanamente nem sempre condiz.

Exemplo disso são os impulsos e a obsessão pelo consumismo, às vezes advindos dos apelos comerciais, outras vezes, influenciados pelos padrões e modismos, que facilmente nos conduzem a adquirir e nos apoiar em bens de consumo nem sempre promotores no atendimento das necessidades vitais. Por isso, a razão de colocar como título desta coluna, ‘Basta o Necessário’!

Em função de querer e buscar uma série de bens “desnecessários” acabamos nos ocupando com futilidades, que não geram o verdadeiro bem-estar e adotamos um ritmo de vida que nos impõe sacrifícios e privações, tendo como resultado a insatisfação em quase tudo o que fazemos e vivemos. Apesar disso, muitas vezes, insistimos em manter a aparência que é assim e pronto, muito embora, o próprio corpo dá sinais de saturação e as relações e as obrigações e exigências parecem nos forçar a seguir correndo atrás da máquina, como se diz. O fundamental aqui é colocar esta reflexão no âmbito das necessidades vitais e da realização: estamos mesmo nos realizando como seres humanos com este modo de consumo?

Levar adiante um ritmo de vida baseado meramente no ter e no desejo de consumir tudo o que vem pela frente, pode tornar a vida das pessoas vazia.

Os bens materiais e de consumo devem servir e estar à disposição para humanizar, desenvolver e favorecer de modo integral cada pessoa na sociedade. Basta o necessário para viver, aprender a desapegar-se do consumismo e rejeitar a obsessão imposta pelos padrões de comportamento social que não respeitam as condições e a natureza humana. Faça a vida ficar cheia de sentido aos poucos e veja o que é realmente necessário para viver bem.

 

TEXTO PUBLICADO NO JORNAL ABCNOTÍCIAS NA EDIÇÃO DE 14 DE NOVEMBRO DE 2013