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O valor da vida, por Eloy Milton Scheibe

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Quanto vale uma vida? Certamente não encontraremos resposta para esta pergunta. É muito abstrato. Remete a uma série de indagações e que obviamente vêm sem resposta. Pois nesta semana a morte de Caroline Schneider Johann reacendeu o sofrimento de muitas famílias que perderam seus filhos pelos mais diversos motivos e ás vezes de forma terrível como foi o do Miguel Weber e do Fernando Pellin, chapadenses, que perderam a vida no incêndio da Boate Kiss de Santa Maria.

Não há necessidade de qualquer pergunta, é só olhar o semblante dos pais, irmãos, cônjuges, amigos, ou seja qual laço for, se familiar ou de amizade, que está estampada a tristeza e a indignação em não poder fazer nada. De forma semelhante muitas famílias perdem seus filhos jovens sem nada poder fazer.

Evidentemente que ninguém deve tratar sua vida com negligência, embora tenham jovens que o façam, assim como também nenhum pai ou mãe pode colocar seu filho numa redoma de vidro de medo do mundo, embora também tenha pais que o façam. Sempre tenho dito que a vida deve ser saudavelmente aproveitada.

Trabalhar, se divertir, viajar, viver a vida. Tudo faz parte da complexa arte de viver. Talvez até não seja tão complexa, mas muitas pessoas a deixam assim. Claro que a morte da Carol foi causada por um câncer fulminante, que em poucos dias a levou a óbito, talvez me digam que seja diferente, mas a dor de perder alguém nunca é diferente, por isso, cuidar é uma recomendação saudável, mas também é abstrato, pois cuidar o quê? Por exemplo, como a morte da Carol poderia ter sido evitada? Provavelmente é outra pergunta sem resposta. Porém jamais vamos encontrar respostas para todas as perguntas que nos surgem.

Sempre considero bacana as famílias que têm laços familiares e amorosos fortes, pois para mim estes dois quesitos são o esteio maior que faz com que muitas famílias suportem as pressões cotidianas nos conturbados dias de hoje quando as ameaças rondam a todos.

Agora lembrei que, por inúmeras vezes, me queixei para amigos, da saudade que eu e a Isolde sentimos de nossas filhas por morarem longe, mas esta saudade é apenas um pingo de água no oceano comparado ao sofrimento de quem perde um filho. Assim, entendo que é importante que todas as famílias se mantenham unidas, que os pais curtam os filhos e igualmente os filhos curtam os pais e esqueçam um pouco os meios sociais e até ao trabalho. Que as famílias convivam com parentes, vizinhos e amigos tendo a fé como alicerce, que certamente todos viverão melhor e as famílias enlutadas também encontrarão conforto para seus corações dilacerados pela dor, afinal a vida é o bem mais precioso que Deus nos dá.

 

TEXTO PUBLICADO NO JORNAL ABCNOTÍCIAS EM 06 DE DEZEMBRO DE 2013