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Revista prevê Eleição imprevisível, por Eloy Milton Scheibe

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A primeira edição do ano da revista The Economist traz uma reportagem na qual se afirma que o resultado das eleições presidenciais de 2014 no Brasil é “imprevisível”. Ao comentar que há estudos mostrando que o eleitorado brasileiro quer mudanças, a revista diz que “o espírito dos protestos de junho ainda está vivo e uma parte do apoio à Dilma Rousseff poderia derreter se uma alternativa forte emergisse”.

A publicação diz que a economia será um ponto frágil para a atual presidente da República enfrentar. As autoridades brasileiras fazem muito pouco para manter a saúde financeira das empresas, especialmente as micro e pequenas empresas, geradoras de empregos e impostos por excelência. Estas empresas, geralmente descapitalizadas, quando precisam recorrer às linhas de crédito, têm dificuldade, tanto pelas taxas de juros praticadas pelo mercado, quanto para devolver os valores tomados. Da mesma forma os trabalhadores autônomos, bem como os assalariados da classe média estão sobrecarregados por altos impostos e anualmente enfrentam um verdadeiro quebra-cabeça para prestar contas ao leão.

No Brasil os políticos preservam o voto e não o gerador de riquezas. Invariavelmente veem o empresário como o primo rico da economia brasileira e fazem do Bolsa Família o maior programa de distribuição de renda do mundo e que passa a ser por isso um grande captador de votos capaz de manter muitos políticos no poder.

Mas os protestos de junho do ano passado colaboraram a ponto de deixar claro que a população, especialmente o eleitorado brasileiro quer mudanças, a ponto de ser percebido inclusive lá fora, como neste caso. O maior problema que percebo, no entanto, está na oposição que não tem forças para se unir e nem um líder forte que possa fazer frente nas urnas ao projeto político de Dilma Rousseff de modo que, mesmo o eleitorado clamando por mudanças, o atual governo tem grande chance de se manter no poder.

 

PUBLICADO NO JORNAL ABCNotícias DE 07 DE FEVEREIRO DE 2014