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Primeira cisterna de placas em Chapada

cisternas

 

A cisterna é uma tecnologia popular para a captação de água da chuva, onde a água que escorre do telhado da casa é captada pelas calhas e cai direto na cisterna, e é armazenada. Com capacidade de 16 a 20 mil litros de água, a cisterna supre a necessidade de consumo de uma família de cinco pessoas por um período de estiagem de oito meses.

A Comissão Pastoral da Terra (CPT), Diocese de Santa Cruz do Sul - Rio Grande do Sul, acompanha diretamente pequenos agricultores e jovens da roça procurando ajudá-los a melhorar seu trabalho para ter uma vida melhor, incentivando o trabalho de agroecologia e alternativas que sejam melhores para a vida do agricultor no campo e para o meio ambiente. Até pouco tempo a maioria dos gaúchos pensava que seca era só problema dos nordestinos, hoje todos sabem que mais cedo ou mais tarde ela vai chegar aqui.

A CPT realizou a construção da primeira Cisterna de Placas do RS, feita em 4 dias através de mutirão e com capacidade para 18.000 litros, onde foi adotado o mesmo modelo que é construído no nordeste. A cisterna foi construída em fevereiro de 2006 em Pântano Grande. Hoje são várias as cisternas de placas construídas em todo o RS.

Nesta última semana uma cisterna foi construída em Chapada, na localidade de Linha Borges, na propriedade da família Rech, que por intermédio do padre Gelson Bays, que em contato com José Orestes Lovato, popular Zeca, responsável pela construção de cisternas no RS, o trouxe à Chapada para realizar a construção. Zeca é coordenador da CPT, pertence à Diocese de Cachoeira do Sul sendo natural de Paraíso do Sul.

Segundo Zeca, o trabalho com a construção de cisternas iniciou em 2006, com a Escola de Jovens Rurais da Diocese de Santa Cruz. Tendo como objetivo a preocupação com o meio ambiente, o calor, falta d’água, trazendo para as pessoas o pensamento de conscientização, sendo que no Nordeste este trabalho já era feito há muito tempo em virtude das grandes secas enfrentadas naquela região.

“Quando este trabalho iniciou eu não trabalhava com construção, então trouxemos um pedreiro do sertão pernambucano então me interessei pelo trabalho, e então fiz o curso, e dessa forma sou um dos pioneiros do Rio Grande do Sul”, disse Zeca.

 

A íntegra da matéria você confere no Jornal ABCNotícias desta sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014