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Autoridades buscaram apoio AL para rever projeto de presídio

 

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Riscos de dano ambiental junto ao rio da Várzea e custos operacionais da futura penitenciária são apontados como pontos negativos

O líder da bancada do PMDB, deputado Márcio Biolchi, e uma comitiva de vereadores de Carazinho reuniu-se com o presidente da Assembleia Legislativa, Gilmar Sossela (PDT), quando renovaram os alertas para o risco de dano ambiental junto ao rio da Várzea com a implantação do presídio regional de Passo Fundo. Além de comprometer o principal manancial de onde a Corsan retira a água para abastecer a população de Carazinho, o grupo avalia que a localização da nova penitenciária representará custos elevados em termos de logística das forças de segurança. “Não somos contra um novo presídio para a região, porém até agora não encontramos uma justificativa para a escolha deste local”, ponderou Biolchi.

Situado na divisa entre os dois municípios, às margens da BR 285, o novo presídio está com suas obras paralisadas há quase dois anos. Já foram investidos R$ 2 milhões na obra, porém o pouco que foi feito já está degradado por conta da interrupção do projeto. Biolchi ressaltou que as preocupações da população de Carazinho já foram apresentadas ao secretário estadual de Segurança Pública, Aírton Michels. Sem sinais de um reestudo sobre a escolha da área, entidades empresariais e comunitárias prepararam um grande protesto dia 20 de março, interrompendo o trânsito na rodovia.

Para o deputado, a ameaça ambiental precisaria de melhor avaliação por parte do governo gaúcho. “Mesmo com uma estrutura de tratamento de efluentes, sabemos que o presídio em pouco tempo terá o triplo da população carcerária para a qual foi projetada”, destacou Biolchi. Ele igualmente acentuou que os custos operacionais também serão muito maiores por conta da escolha da área, que fica a apenas cinco quilômetros de Carazinho, mas a 30 quilômetros do centro de Passo Fundo. “O simples trânsito das forças policiais e deslocamento dos presos para audiências representará gastos maiores e permanentes”, exemplificou.

Conforme o vereador Eduardo Assis (PSD), que lidera um movimento contrário à construção neste local, a comunidade teme que o maior impacto será em Carazinho e não na cidade vizinha. “Quando houver algum problema de segurança ou emergência de saúde, por exemplo, será acionada a Prefeitura de Carazinho. O mesmo vai acontecer pela aglomeração de casas que fatalmente virá em torno do presídio”, descreveu.

O objetivo da audiência com o presidente da Assembleia foi buscar o apoio institucional do Parlamento para que o Governo do Estado reavalie o projeto. Além de buscar um novo encontro com o secretário de Segurança, Sossela prontificou-se a participar de uma audiência com as entidades empresarias de Carazinho para discutir o tema. Participaram também da reunião o presidente da Câmara Municipal de Carazinho, Rudi Brombilla (PROS), e os vereadores Estevão De Loreno (PP) e Daniel Weber (PP).

 

Fonte: Pepo Kerschner – Assessoria de Imprensa PMDB-RS / Assembleia Legislativa.

 

Em entrevista à Rádio Simpatia na manhã de quarta-feira, 20, o presidente do Sindicato dos Comerciários de Carazinho, Ivomar de Andrade (Tomate), falou sobre o engajamento da entidade na mobilização contra a construção do presídio estadual de Passo Fundo, na divisa com Carazinho.

Tomate comentou “a localização fere o meio ambiente pois está próximo ao Rio da Várzea, que abastece Carazinho e região, onde sabemos que poderá ter consequências gravíssimas ao meio ambiente, como a contaminação da água e logicamente da população”, disse. Segundo ele, todas as instituições de Carazinho estão engajadas nessa luta contrária a construção do presídio com o lema “Diga não a construção desse presídio em nosso quintal”.

 

FONTE: REDAÇÃO JORNAL ABCNOTÍCIAS