logo fm91 logo 1500am whats-radio9

Vacinas contra H1N1 estão disponíveis na rede privada

GRIPE

 

A partir de 14 de abril, haverá vacinação gratuita no sistema público de saúde, e em clínicas particulares o custo é de até R$ 90.

A campanha de vacinação contra a gripe neste ano terá início no mês que vem, mas a vacina começou a ser distribuída nesta semana em clínicas particulares do Rio Grande do Sul. Para quem quiser se prevenir mais cedo, a dose paga da imunização custa entre R$ 70 e R$ 90. Na rede pública, as vacinas gratuitas estarão disponíveis entre 14 de abril e 2 de maio.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, ainda não há informações sobre o número de doses a serem destinadas à população do RS, porque o Ministério da Saúde estuda a possibilidade de ampliar o público-alvo da campanha. No ano passado, ela estava restrita a pessoas em grupos de risco como gestantes, idosos, indígenas, doentes crônicos, profissionais de saúde e crianças de seis meses a dois anos de idade.

Para o presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul, Fernando Weber Matos, a vacinação deveria ser estendida a crianças de até cinco anos. “Apesar de ter baixa mortalidade pela gripe, elas deveriam ser vacinadas também, porque funcionam como potenciais reservatórios do vírus, com uma capacidade muito grande de disseminá-lo para outras pessoas”, afirmou.

De acordo com Ricardo Feijó, diretor- médico da Imune Clínica de Vacinação e representante da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), a proteção da vacina começa a ter efeito cerca de 15 a 20 dias depois da imunização, tempo que o organismo leva para produzir os anticorpos, e seu pico de ação ocorre no terceiro mês após a aplicação.

A vacina protege contra três subtipos do vírus da gripe (H1N1, H3N2 e Influenza B). O comportamento do vírus durante o último inverno no Hemisfério Norte pode servir de termômetro para o que se esperar nos próximos meses por aqui.

“Nos Estados Unidos e na Europa, houve um decréscimo da incidência, devido às campanhas de vacinação. Não surgindo nenhum vírus novo, a tendência é de que a situação fique um pouco mais controlada este ano”, afirmou Alexandre Prehnzavascki, chefe do Serviço de Infectologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

 

FONTE: REDAÇÃO JORNAL ABCNOTÍCIAS