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Produtores aproveitam tempo seco para colher

COLHEITA

 

A colheita da soja tem se intensificado no município de Chapada nos últimos dias, sendo que até o final desta semana cerca de 55% da área cultivada do município deve ser colhida. Embora a expectativa de rendimento inicialmente projetada para a cultura não seja alcançada, as produtividades observadas tem aumentado à medida que a colheita tem transcorrido.

As primeiras áreas colhidas tiveram produtividade de 15 a 60 sacas/ha. A expectativa é que com o avanço da colheita a produtividade estabilize por volta de 50 a 60 sacas/ha.

O ABCNotícias nesta semana entrou em contato com o engenheiro agrônomo Mauro Roberto Rohr do DETEC (Departamento Técnico) da Coagril para saber como está o andamento da colheita de soja. Confira a entrevista:

ABCNotícias: Como está o andamento da colheita da soja?

Mauro: “A colheita da soja tem se intensificado em nosso município nos últimos dias, sendo que até o final desta semana cerca de 55% da área cultivada do município deve ser colhida. Embora a expectativa de rendimento inicialmente projetada para a cultura não seja alcançada, a produtividade observada tem aumentado à medida que a colheita tem transcorrido.

As áreas cultivadas com variedades precoces e as semeaduras realizadas no início da janela de cultivo para nosso município foram mais afetadas pela estiagem, favorecendo também o desenvolvimento da Podridão Negra da Raiz, doença causada pelo fungo Macrophomina faseolina que acomete a cultura na fase de enchimento de grãos afetando significativamente a produtividade”.

ABCNotícias: Tem como dar uma previsão de média colhida?

Mauro: “Em virtude da variabilidade apresentada há grande dificuldade em estabelecer a produtividade média, tendo em vista que as primeiras áreas colhidas tiveram produtividade de 15 a 60 sacas/ha. A expectativa é que com o avanço da colheita a produtividade estabilize por volta de 50 a 60 sacas/ha”.

ABCNotícias: Quantos hectares foram plantados nesta safra?

Mauro: “A cultura da soja nos últimos anos vem tomando espaço da cultura do milho, não sendo diferente na corrente safra. Foram semeados nesta safra cerca de 38 mil hectares da cultura, sendo utilizada de média a alta tecnologia”.

ABCNotícias: O que precisa ser observado nesta época?

Mauro: “Alguns pontos importantes devem ser observados no momento da colheita, presença de plantas daninhas é um dos mais importantes, tendo em vista que este é o momento para evitar um grande aporte de sementes no solo, podendo as mesmas perdurarem por vários anos efetivas. Sabe-se que a buva, principal planta daninha para a cultura da soja, tem dois fluxos de germinação, da segunda quinzena de abril a meados de maio e o segundo em setembro, período ideal para o controle desta invasora”.

ABCNotícias: Com relação às doenças, houve perda de produtividade?

Mauro: “Foram observadas perdas significativas no final do ciclo em função do grande potencial de inóculo de ferrugem da soja (Phakospora pakirizi), causando perda de área foliar e incidindo negativamente sobre o enchimento de grãos. A ferrugem da soja tem aumentado sua incidência nos últimos anos, mesmo com períodos secos, sua severidade tem aumentado. Nesta safra particularmente, mesmo quando da utilização de produtos de maior eficiência e menor intervalo entre as aplicações não houve controle satisfatório, isso ocorreu devido a ferrugem já encontrar-se encubada nas folhas, principalmente no terço inferior das plantas, aumentando o número de esporos causadores de infecções secundárias”.

ABCNotícias: Depois da colheita, qual é o próximo passo para manter a qualidade da lavoura?

Mauro: “Além da dessecação pós-colheita, outro ponto que deve ser considerado é a implantação de culturas de cobertura de solo, tendo resultados muito satisfatórios tanto no aporte de biomassa, como na redução da erosão laminar do solo. Uma das culturas mais utilizadas na janela de plantio soja-trigo é o nabo forrageiro, que necessita de aproximadamente 100 dias para que a produção de biomassa e ciclagem de nutrientes produza aumento de rendimento da cultura posterior”.

“Embora a produtividade não esteja sendo condizente com o nível de tecnologia empregada nas lavouras, a manutenção do manejo é essencial para quebra de patamares de produtividade quando das condições climáticas favoráveis”, finalizou Mauro.

 

FONTE: REDAÇÃO JORNAL ABCNOTÍCIAS

 

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