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SAÚDE & BEM-ESTAR - Você sabe o que é Disfagia?

Disfagia

E assim começa a nossa história alimentar e vai se diversificando ao longo da vida, mas, nem todo mundo pode se dar ao luxo a um dos sete pecados capitais (A GULA), existem pessoas que sequer pode ingerir uma colher de iogurte. A grande maioria da população nasce perfeita, ou seja, dentro dos padrões ditos “normais”, sem problemas de locomoção, alimentação, visuais, auditivos ou intelectuais.

Na população em geral, também temos exemplos de casos de restrição alimentar, como no envelhecimento, doenças degenerativas como Parkinson e Alzheimer, AVC - mais conhecido como derrame e deficiências neurológicas em crianças.

Disfagia – resultado de uma anormalidade anatômica ou funcional neuromuscular em qualquer estrutura ou fase do processo de deglutição oral, faríngea ou esofágica. É agravada ainda mais por falta ou abundância de saliva por lesões neurológicas dos nervos cranianos, os quais são responsáveis por esse processo de deglutição por incoordenação dos movimentos orofaciais, deficiência intelectual, principalmente pela diminuição da consciência e pelo envelhecimento.

Para pacientes com graves complicações, algumas vezes o melhor tratamento é a interrupção da alimentação via oral, o que se faz através da colocação de sondas. Uma delas é nasogástria introduzidas nas narinas, indo até o estômago, nasoenteral vai até o intestino e são indicadas para uso de até aproximadamente 6 meses em alguns casos, uso temporário. 

Na maioria dos problemas de difícil atuação, como nas questões neurológicas, partimos para a colocação da gastrostomia ou jejunostomia para períodos prolongados ou definitivos. Após a sondagem desses últimos procedimentos, a alimentação por via oral está suspensa até que o fonoaudiólogo faça uma avaliação e assim possa traçar um diagnóstico preciso e a reabilitação adequada. Se isso não acontecer, podem ocorrer às pneumonias aspirativas, as quais podem levar o ser humano até a morte.

Em média, entre seis meses a um ano, se o paciente não for estimulado nas suas sensações e percepções orais, o mesmo pode iniciar a perda da memória gustativa, ou seja, deixa de ter a capacidade de sentir cheiro, sabor, temperatura dos alimentos e vai perdendo gradativamente a propriocepção, que é a capacidade que o cérebro tem de perceber o que está acontecendo em uma parte do corpo. No caso gustativo, o paciente perde a percepção de onde o alimento está em sua boca. Mais do que perceber, é desta forma que o cérebro comanda a salivação, a movimentação da língua, a ação dos nestes e outros movimentos necessários para a correta deglutição alimentar.

As memórias gustativas e olfativas continuam sendo fundamentais para que o indivíduo degluta efetivamente a saliva e mantenha a saúde respiratória, evitando as pneumonias além das questões sociais, emocionais e prazerosas da vida. Se comer é mais que uma necessidade, chegando a um prazer, imagine ser privado das sensações da mesa.

Por tudo isso, existe a fonoaudióloga, que faz um trabalho com as pessoas, buscando a reabilitação da alimentação via oral, resgatando para essas pessoas o prazer em se alimentar e a melhor qualidade de vida.

Fonoaudióloga Vivian Varzeletti - CRFa 9668 / Secretaria Municipal da Saúde de Chapada.