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Pobre, por Eloy Milton Scheibe

Jeffe e Eloy

É verdade que a campanha política está lançada, embora o horário eleitoral gratuito ainda não tenha começado no rádio e na televisão, o que acontecerá no próximo dia 19 e, pelo menos na minha opinião, vamos ver e ouvir todas as soluções dos problemas do País. O mais novo ingrediente político da semana, é a morte do candidato à presidência da República Eduardo Campos na última quarta-feira, que pode representar um novo desfecho no resultado eleitoral, dependendo de como for tratado.

Impressionante como a solução dos problemas agora é fácil de ser apontada e como todos os erros são oriundos do passado, quando quem ocupava o posto era adversário político. Fico impressionado com a pobreza dos argumentos que vi e ouvi até agora. De alto a baixo. Dá a impressão de que não estão preparados para o que buscam. São muitas promessas e afirmações vãs, com meras promessas, sem dizer como farão e nem com que recursos. Pelo menos boa parte do que apareceu até agora é mera ‘balela’.

Conversei com várias pessoas sobre este assunto e boa parte delas também acham que a inteligência do eleitor está sendo subestimada. Falei com pessoas que têm visão crítica e sei perfeitamente que nem toda a população pensa assim. Lamentavelmente muitos dos brasileiros não pensam no bem coletivo e sim, nas benesses pessoais que podem obter com “A”, “B” ou “C”. Nota-se que supervalorizam o que interessa e denigrem aquilo que desprezam. Parece uma regra. Sem falar que invariavelmente representam grupos ou interesses.

Sinceramente, gostaria de ver e ouvir uma campanha política em que o eleitor pudesse confiar piamente nas afirmações dos pretendentes aos cargos e que os eleitos cumprissem com o que prometeram na campanha política. As realizações ainda passam ao largo das afirmações, o que é lamentável. Temos ainda que conviver com jogos de cenas, pois não sabemos se é vontade do candidato ou a interpretação de um personagem do marqueteiro contratado que conduz a campanha do candidato. Esta é uma realidade inquestionável, lamentavelmente.

Enfim, é verdade que estamos apenas no início da campanha, mas estou achando pobre o conteúdo oriundo das forças políticas que ouvi até agora.

Publicado no ABCNotícias em 15/8/2014