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Banda Cachorro Grande volta maior ainda com disco experimental

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Começa com barulho de mar, umas gaivotas e tal. Quando uma batucada tribal mal se faz ouvir, um disco voador movido a teclados etéreos e guitarras distorcidas rapta o ouvinte, prometendo uma viagem que poderá não ser das mais confortáveis, mas será definitiva. Essa é a proposta da Cachorro Grande com Costa do Marfim, impressionante sétimo disco do quinteto.

Um dos grupos gaúchos de maior repercussão nacional, a Cachorro passou os últimos 15 anos demarcando sua presença na música pop brasileira com referências sonoras e visuais bem definidas.

– Depois da última turnê, nossa mentalidade era de que o som da Cachorro precisava ser reformulado. Mas, diferentemente das outras vezes, entramos em estúdio, mandamos pro beleléu as demos que tínhamos feito e deixamos a coisa fluir – explicou Bruno. – Deu no que deu (risos).

Deu em faixas que rasgam a cartilha do pop comercial radiofônico, todas com mais de quatro minutos e meio de duração e abusando da experimentação. Algumas, como a apropriadamente intitulada Nós Vamos Fazer Você se Ligar, ultrapassam os 10 minutos de lisergia eletrônica. Ou o algo aterrorizante relato de experiências "reais" de Beto Bruno em Torpor Partes 2 & 5. A mais normalzinha talvez seja O que Vai Ser, de pegada disco e candidata a virar hit em festas de formatura daqui a 20 anos.

Mas esse novo canino, de raça ainda indefinida e criado em estúdio, teve outro responsável além do quinteto: Edu K, o sexto Cachorro, que deu o polimento ousado de Costa do Marfim.

– Desde sempre, eu e os Cachorros namorávamos a ideia de fazer um discochemical Brothers. Demorou bastante, mas acabamos fazendo um monstrinho muito melhor do que a encomenda – contou Edu.

Na terça, às 17h45min, estreou o clipe de ‘Como Era Bom’, na MTV. O lançamento oficial de Costa do Marfim está programado para o dia 15 de setembro, em formato físico e virtual.

Fonte: Entretenimento Zero Hora