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“Como e com que dinheiro?”, por Eloy Scheibe

Jeffe e Eloy

 

Percebo um grande número de pessoas ainda indefinidas com seu voto. Para presidência e governador há uma definição maior, mas para deputado estadual, federal e senador é grande a indefinição. E olha que faltam apenas nove dias para as eleições. Fico cada vez mais impressionado com o descrédito de muitos eleitores para com a política estadual e nacional. Sinceramente, estou impressionado e ao mesmo tempo decepcionado.

Anteontem ainda, um grupo de pessoas me disse que estava indefinido porque ouvia de seus políticos conhecidos o que iriam fazer se eleitos. Mas não diziam como e nem com que dinheiro irão cumprir a promessa se eleitos. Inclusive, arriscando afirmações de assuntos que nem dizem respeito ao cargo para o qual concorrem. Quer dizer, é da boca pra fora mesmo, ou, jogando para a torcida, fazendo firulas, porém, improdutivas para o jogo que se desenvolve.

Os deputados não imaginam o tamanho do descrédito que têm com boa parte da população e sequer adianta argumentar que “nem todos os gatos são pardos”. Boa parte dos eleitores se sente literalmente enganada, porém também têm os que assumem a responsabilidade e reconhecem que se forem eleitos é porque o eleitor, com seu voto, o habilitou a exercer determinada função na Assembleia Legislativa ou no Congresso Nacional. É duro, mas é isso. Sem por, nem tirar. Infelizmente os eleitos são um retrato fiel do eleitorado. Seu reflexo no espelho político nas unidades da federação e no Congresso Nacional.

O leitor a esta altura talvez se pergunte, mas então qual é a alternativa? O que fazer?  Aí respondo: investir em educação. Apesar dos investimentos, que mostraram avanços é verdade, mas ainda insuficientes e insignificantes para alavancar e incentivar o eleitor a ter critérios seríssimos para escolher em que candidato votar. Só para dar um exemplo, foi implantado um piso como salário mínimo para os professores que em grande parte do território nacional, inclusive no Rio Grande do Sul não é pago. As coisas acontecem muito da boca pra fora, quando nem a legislação existente, como no caso do piso salarial dos professores é cumprida, como vamos querer uma educação qualificada no País?

Enfim, tudo parece um grande photoshop, com as imperfeições maquiadas com os recursos da computação, enquanto o eleitor está sem perceber as imperfeições, quando não vota por interesse em busca de uma vantagem qualquer. A verdade é que a eleição está por acontecer em 9 dias como já disse e muitos resultados acontecerão ao acaso ou por interesses. Que pena.

Publicado no ABCNotícias do dia 26.9.2014