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Maior controle sobre agrotóxicos

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A carência de informações precisas sobre venda e uso de defensivos no Estado, reconhecida pelos próprios órgãos de fiscalização, deve começar a ser revertida ainda neste ano. Inspirado em ferramenta criada no Paraná, o Sistema Integrado para Gestão de Agrotóxicos (Siga) passa pelos últimos ajustes para que possa ser utilizado até dezembro.

Quando estiver implantado, o projeto fornecerá estatísticas que permitirão à Secretaria da Agricultura ter uma noção mais aproximada do volume de químicos aplicados no Rio Grande do Sul. A plataforma facilitará a identificação de possíveis irregularidade no comércio e na utilização de produtos que ameacem à saúde e o ambiente.

O Siga reunirá informações sobre os agrotóxicos cadastrados pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e que podem ser usados no Estado, revendas de defensivos e seus estoques e o cadastro dos profissionais habilitados a emitir receitas agronômicas. Será possível saber a quantidade de defensivos usada por cultura e região, identificando abusos.

Com o cruzamento de informações do banco de dados será possível, ainda, rastrear ilegalidades como o uso de produtos que não têm registro para determinada lavoura. O problema de aplicar o químico aprovado para uma cultura em outra é que não se sabe os efeitos sobre a produção, o ambiente e para o consumidor.

— Se lá em Barra do Quaraí um agrônomo ou técnico deu receita de tantos litros de um produto específico para determinada cultura, no sistema vão aparecer informações como a dosagem recomendada e o nome do produtor — ilustra o diretor de defesa vegetal da Secretaria da Agricultura, José Candido Motta.

Situações como as que vêm sendo verificadas no centro do Estado, por exemplo, poderão ser coibidas. Na região, foi detectada a venda de grandes volumes de um produto aprovado apenas para cana-de-açúcar — cultura que ocupa área pequena no Estado — e outro específico para feijão e algodão, mas adquirido por produtores de arroz.

Fonte: Zero Hora