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“Tempos de conhecimento”, por Eloy Scheibe

Jeffe e Eloy

 

Vivemos tempos em que o conhecimento é a grande fórmula mágica do sucesso. Não tenho dúvidas disso. Conhecer o produto e o cliente é fundamental para executar vendas grandes ou pequenas. Inclusive vendas adicionais. Aquelas que o cliente decide dentro da loja quando acaba comprando algum produto que não estava previsto. É preciso dominar o mercado em que se está. Ou seja, “saber em que mato se está metido”.

Há poucos dias, participei de uma rápida excursão por Bento Gonçalves, quando degustamos os bons vinhos da serra, apreciamos a rica culinária italiana e de quebra, conhecemos o empreendedorismo dos moradores daquela região da serra. Passamos pelo Vale dos Vinhedos e Caminho das Pedras. Neste último, visitamos a Casa da Erva Mate: uma casa onde é fabricada a erva mate, ainda conservando a roda d´agua, que sempre serve de atração aos visitantes. Tudo muito simples e original, e encanta mesmo pela simplicidade e porque a maioria das pessoas não sabe como a erva mate é fabricada. Visitamos a Cantina Strapasson que conserva uma casa feita de pedra que serviu de habitação para os ancestrais, local inclusive que serviu para filmar parte das cenas do filme “O Quatrilho”. E claro não é nem preciso dizer que, se tratando de uma cantina, produz vinho de qualidade. E me impressionei, sequer sabia que existia algo do gênero, como a Casa da Ovelha. Uma propriedade que cria ovelhas com aptidão para leite: faz a ordenha e industrializa o leite transformando em queijos de excelente qualidade, iogurtes, manteiga, entre outros produtos, e a propriedade é explorada também para visitação dos turistas.

Fascina também o empreendedorismo da população. Dá para dizer que é uma região rica, com topografia bastante acidentada, que conserva tudo que diz respeito aos seus ancestrais e tudo o que produz e faz se transforma em renda. Aliás, com alto valor agregado, que logo é perceptível basta andar um pouco pela região. Resumindo, alta renda numa região em que não se vê um pé de milho, soja, trigo ou vaca leiteira. Se especializaram em explorar o comércio e o turismo. E não vendem o produto in natura, mas transformam-no agregando valor e aí sim é colocado no mercado. Aprenderam a produzir produtos mais qualificados, agregando renda maior e não se importam em trabalhar bastante, inclusive aos domingos, o que lhes possibilita excelente qualidade de vida. É uma questão de opção. A população das “Colônias Velhas” dá um exemplo maravilhoso de progresso através da sua população operosa e criativa. Um verdadeiro modelo econômico a ser seguido e pesquisado.

Publicado no ABCNotícias de 3/10/2014.