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Dia das Crianças

Jeffe e Eloy copia

 

Nos últimos dias a criançada vive a expectativa para o próximo 12 de outubro. Mas, entre essa enxurrada de opções de presentes e todo o marketing que envolve a data, que tal pensar sobre o verdadeiro sentido e espírito do dia das crianças?

Hoje no mercado há inúmeras possibilidades de presentes, que vão de uma simples boneca de pano ao tão sonhado celular, por exemplo. Mas, e se um pai optar por presente simbólico? Será que haverá aceitação de ambas as partes?

Infelizmente estamos na era do consumismo, onde o simples ato de presentear um filho pode se tornar um estresse na relação e até na economia familiar.

Pesquisas afirmam que nos últimos anos houve considerável aumento na inadimplência de pais que compram presentes demais para seus filhos e não conseguem honrar as dívidas oriundas dessas compras. Sem falar no grande temor dos pais que é dizer não para os pedidos de seus pequenos.

Veja bem, um ato que serviria para valorizar o carinho familiar, pode tornar-se um problema. Não quero discutir o fato de presentear, mas sim a visão e retribuição de quem presenteia e de quem é presenteado.

Hoje, pais não conseguem dizer não a seus filhos, e até esquecem que o grande presente é a sua presença e principalmente o amor. E aí está o problema. Se um pai não consegue entender e ter controle dessa situação, como explicar para um filho que o que realmente importa é o carinho e o cuidado ininterrupto ao longo do crescimento? E o que dizer daqueles pais que fazem do presente uma cortina de fumaça para tentar amenizar sua ausência diária?

Achamos muito natural uma criança ter o poder de dizer o que quer, como quer e onde quer. Mas não é natural ou normal.

Podemos estar criando uma geração consumista e com princípios distorcidos do real sentido de carinho e de respeito.

Dar presente é importante, mas dar princípios é muito mais. Criança tem que ser criança. Deve ser regida para ter uma visão correta do mundo.

Dia 12, escolha um “mimo” em uma loja, mas dê o principal: valores para a formação correta de seu filho.

Coluna Jefferson de Ramos, do dia 10.10.2014.