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SAÚDE & BEM-ESTAR: Caspa não é doença

Cabelo-com-Caspa

Ao contrário do que muita gente pensa, a caspa não é uma doença e não tem a ver com falta de higiene. Ela é um estado do couro cabeludo. Ou seja, você não “pega” ou transmite caspa. Se não é doença, não existe cura para caspa, e sim controle. O principal motivo por trás do aparecimento da caspa é a presença do fungo Malassezia em níveis elevados, o que contribui para o enfraquecimento do couro cabeludo — que pode já ser frágil — além do aumento da secreção de gordura. Dentre outros fatores que podem contribuir para o aumento deste problema estão: má alimentação, estresse físico e psicológico, consumo excessivo de álcool e fatores externos, como muito uso de secador, excesso de produtos químicos no couro cabeludo; alta exposição do sol, uso de água muito quente e aplicação de produtos químicos agressivos.

1. Lavar os cabelos todos os dias provoca caspa? Tire isso da cabeça

Não. Entretanto, água muito quente pode tornar o couro cabeludo mais frágil e aí promover o aparecimento da caspa. Lavar a cabeça com anticaspa todos os dias ajuda na eliminação do Malassezia e remoção da oleosidade, fora a eliminação dos agentes poluidores.

2. Os xampus anticaspa ressecam os fios? 

Depende. Geralmente, se for um xampu de qualidade, a resposta é que não resseca o cabelo. Da mesma maneira que os xampus comuns, estes apresentam propriedades condicionantes que ajudam a combater o ressecamento dos fios. Antes de tudo, é importante escolher o xampu anticaspa certo para o seu tipo de cabelo.

3. Lavar a cabeça mais vezes ao dia ajuda? 

Nem pensar. É bem pelo contrário: pode até agravar o problema. O excesso de lavagem pode irritar o couro cabeludo, causando ainda mais coceira e desconforto. É recomendado lavar no máximo uma vez por dia — e com um xampu apropriado para o cabelo e especifico contra a caspa. 

4. Tá coçando muito? Eucalipto pode ajudar 

Sim, é verdade. O eucalipto é conhecido por ter importantes propriedades anti-inflamatórias e antimicrobianas. E faz tempo que sabemos disso: essa árvore é usada desde o século XVIII como planta medicinal pelos seus efeitos anti-inflamatórios e anticépticos.

5. É só usar anticaspa algumas vezes, e o problema acabou

Não.  Mais uma vez, Neiva recomenda que pessoas com tendência ao aparecimento da caspa devem controlar o problema com o uso contínuo do xampu: “sem a ação do ingrediente anticaspa presente exclusivamente nas fórmulas dos xampus específicos para este tratamento, a caspa volta a aparecer”, explica ela.  Segundo a dermatologista, o uso constante do xampús auxilia na prevenção do problema para aqueles que têm predisposição a ter caspa. Substancias como o ZnPTO são muito eficazes tanto na prevenção, como no tratamento de controle da caspa.

6. Ninguém “pega” caspa 

Não mesmo. Ao contrário do que a maioria pensa, a caspa não é contagiosa e não tem nada a ver com a falta de higiene. “O surgimento da caspa depende da predisposição de cada pessoa e da combinação de outros fatores como estresse, cansaço, mudança de temperatura e excesso de oleosidade”, afirma Neiva. Segundo os dermatologistas, o fungo Malassezia não é transmitido de pessoa para pessoa.

7. A caspa pode ocasionar queda de cabelo?

Sim, porque como a caspa atinge diretamente o couro cabeludo, as pessoas que são atingidas pela caspa podem apresentar algum grau de queda. De acordo com estudos, 72% dos indivíduos com caspa têm queda de cabelo.

8. Medidas caseiras, como passar suco de tomate ou de limão no couro cabeludo.

Não. Essas técnicas não são comprovadas por estudos científicos. Aliás, alguns desses procedimentos ainda podem causar problemas. A combinação do suco de limão em contato com o couro cabeludo e sol, por exemplo, pode causar queimaduras.

Fonte: www.areah.com.br