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“Política X Verdade”, por Eloy Milton Scheibe

Jeffe e Eloy copia copia copia copia

Falta pouco mais de uma semana para a eleição presidencial e em mais da metade dos estados da federação para governador. Logo, não é nem preciso dizer que é da maior importância para os destinos da nação. Propostas deixaram de ser de um ou de outro candidato, assim como a ideologia partidária que se já não está extinta, busca as últimas golfadas de oxigênio numa tentativa aqui ou acolá de alguns abnegados que ainda respeitam os estatutos e regras de seus partidos. Resumindo, falta ética mesmo.

Muitas coligações são esdruxulas e não passam de um balcão de negociação e não vão além de circunstanciais, quando não por interesse.

Com tudo isso o eleitor perde a referência por ser algo inimaginável para ele. Coligações e trocas de sigla partidária são comuns entre partidos que comparando são como água e óleo, mas estão juntos em busca de objetivos comuns naquele momento.  É muita confusão para a cabeça de muitos eleitores que sequer entendem o que acontece e votam em busca de um sonho ou muitos por interesse mesmo. A política deixou de ser cristalina.

Se alguém tem dúvidas, repare na propaganda eleitoral e nos debates principalmente. Não consigo me ater vendo debates ou ouvindo o horário eleitoral. Desanimo vendo os ataques pessoais e as acusações dominando a tônica entre Dilma e Aécio além das perguntas que são feitas e que ficam sem resposta, num desrespeito flagrante ao eleitor. É lastimável ver este tipo de atitudes por parte de quem em poucos dias será eleito para o maior cargo da nação. Que vontade de votar poderá ter alguém vendo isso. Sinceramente.

Posso estar enganado, mas penso que deveríamos estar vendo propostas de como melhorar a educação, controlar a inflação, reduzir os impostos já que trabalhamos 5 meses por ano só para pagá-los, melhorar a saúde dos brasileiros, principalmente dos que dependem do Sistema Único de Saúde, desonerar os municípios de tantos encargos que  lhes são atribuídos cada vez com mais frequência mesmo sendo o primo pobre na distribuição da receita, a crescente distribuição de receitas em forma de bolsas praticamente sem contrapartida para os beneficiados, combater a corrupção, só para citar algumas das mazelas. Portanto, tem muita coisa para ser discutido e melhorado, mas não é bem isso que vemos. Mas a sorte está lançada e será decidida no próximo dia 26 de outubro e tomara que quem for eleito surpreenda os brasileiros positivamente. Resta aguardar para saber.

Publicado no ABCNotícias de 3/10/2014.