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Sem “voia”, por Eloy Milton Scheibe

Jeffe e Eloy copia copia copia copia copia

 

Exatamente, sem “voia”. Essa é a realidade que se apresenta quando o assunto é mão de obra, ou seja, a falta de profissionais nos mais diversos setores.

Está muito difícil de arranjar pessoas para trabalhar em muitos setores, desde trabalhos simples até os mais complexos, como: jardineiros, trabalhadores domésticos, profissionais de vendas, balconistas, agricultura, pecuária, restaurantes, escritórios, etc.

Grande parte dos disponíveis, só quer trabalhar de segunda a sexta-feira, de manhã e tarde. Ou seja, trabalhos noturnos, de final de semana e para a hora do meio dia a disponibilidade é mínima.

Creio ser um problema cultural. O trabalhador não quer se sujeitar à trabalhar fora do chamado horário comercial, tradicionalmente entre às 8h e 12 horas e 13h30min às 17h ou 18h. As empresas, famílias e empreendedores em geral, têm grande dificuldade em suprir deficiências nesse sentido. É mais falta de “voia” do que qualquer outra coisa. Não podemos generalizar evidentemente, mas a disponibilidade de profissionais é pequena.

Alguns horários são passíveis de ajustes, mas outros não. Por exemplo, um restaurante não pode abrir mão do trabalho ao meio dia e à noite. Uma rádio também tem programação nesses horários e inclusive nos finais de semana, assim como os tambos de leite, que precisam atender trabalhos, em determinados horários. Sempre acho que se alguém precisa de trabalho deve também se sujeitar a executar algum trabalho em horário alternativo. Sempre é preciso ter entendimento entre a parte patronal e do empregado ou prestador de serviço.

Em alguns casos é possível substituir a mão de obra humana por máquinas e equipamentos, mas nem sempre. Enquanto isso, fica essa queda de braço entre quem precisa de mão de obra e os que não querem aceitar determinados trabalhos e horários.

Publicado no ABCNotícias do dia 31.10.2014