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“Coisas que irritam...”, por Cassiane Bender

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Você já parou para pensar o quanto nos irritamos todos os dias? Em momentos oportunos e inoportunos? Nos irritamos por fatores úteis e fúteis e por motivos nem sempre tão importantes. Enfim, a irritação já virou parte da vida da humanidade e ela tende a aparecer repetidamente.

Se irritação fosse doença, provavelmente já estaríamos em fase terminal, porque, sinceramente, o mundo e o momento que estamos vivendo deixa qualquer um neurótico. São tantas coisas para se preocupar e em tão pouco tempo... por isso é impossível não se irritar constantemente.

Cada um tem suas irritações particulares, seus porquês... alguns com sentido, outros não, mas tudo isso faz parte da vida. No meu caso seria mais ou menos assim: me irrito ao ver alguém mastigando chiclete ao meu lado de boca aberta, quando falam muito alto (não que eu não faça isso, sei que é algo que tenho a melhorar), quando falam comigo e não estou prestando atenção e me deixam tonta de tanto falar e especialmente quando me julgam ou lançam indiretas, se bem que isso já é um caso de ódio extremo. Me causa irritação ir ao banheiro e não ter mais papel higiênico... poxa vida! Isso também lhe deixa irritado, certo? Foi o que imaginei!

Vejo que a irritação tem uma ligação fortíssima com nosso estado de espírito, com nosso humor e disposição. Veja bem, não sou nenhuma profissional na área, apenas estou dando exemplos do que passo no meu dia a dia.

Tem muitos dias em que acordamos bem dispostos, estamos em um bom dia, em que coisas boas estão acontecendo, e isso nos deixa mais animados ainda... e então, de uma hora para outra temos algum motivo para nos irritar, e pode ser que nada nos incomode, e nem nos irrite. Já em outros momentos, tudo se inverte, o tempo fecha, e fica sujeito a temporais em copos d’água.

Encontrei uma frase bem interessante dias atrás, e não poderia deixar de compartilhá-la: “Você já notou que quando alguém tem um hábito irritante, é geralmente o último a notá-lo? E o que isso nos sugere quanto aos nossos próprios hábitos irritantes? Ora, que nós também somos os últimos a notá-los”! Nada mais que a verdade! Temos que nos lembrar que não são apenas ‘os outros’ que possuem hábitos irritantes, mas sim, que nós também possuímos, mas como é mais fácil julgar do que ser julgado, nos esquecemos desta parte.

Importe-se com o que deve ser lembrado! O que vale a pena. E sobre os outros motivos de irritação que chegam a você todos os dias? Deixa para outra hora, nem tem importância mesmo!

E para refletir sobre o assunto, deixo a você caro leitor, uma mensagem de Rosane Braga, um bom final de semana para você e até a próxima!

O que realmente importa

“Talvez você já tenha se feito a pergunta: ‘o que realmente importa em sua vida? Quem realmente importa?’. Sei que este parece ser um questionamento muito simples, mas quando mergulhamos profundamente na questão, descobrimos que nem sempre vivemos a partir daquilo que realmente tem importância para nós.

Somos incitados, quase que hipnotizados, diariamente, a engolir verdades que não são nossas, regras impostas por quem não sabe nada sobre nosso coração, leis inventadas, sem levar em conta delicadezas como um coração, uma alma, um sentimento. Apenas determinações na tentativa de nos manipular, de julgar, de nos imprimir rótulos que nada dizem sobre nossas dores, nem tampouco sobre nossos amores.

E assim vamos nos esquecendo sobre o que realmente importa. Noções de ‘certo’ e ‘errado’ ou ‘bom’ e ‘ruim ganham cunhos políticos. E daí para a demagogia, a hipocrisia e o ridículo, a distância é praticamente nenhuma. Mas a gente aceita e até se esforça, quase nos sentimos culpados se não o fizermos, para digerir essas medidas engessadas e, tantas vezes, estúpidas”.

Publicado no ABCNotícias do dia 14.11.2014.