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Tragédia em Santa Maria: o relato de um sobrevivente

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Na edição do dia 1º de fevereiro, o Jornal de Chapada fez uma matéria com o título: “O coração do Rio Grande está de luto”, referindo-se a tragédia que aconteceu na Boate Kiss, na madrugada do domingo, 27 de janeiro, que já contabilizou a morte de 241 jovens em Santa Maria. O incêndio começou entre 2 e 3h de domingo, durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira. Segundo relatos de testemunhas, faíscas de um equipamento “sinalizador”, atingiram a espuma do isolamento acústico, no teto da boate, dando início ao fogo, que se espalhou pelo estabelecimento em poucos minutos. O incêndio provocou pânico e muitas pessoas não conseguiram sair da boate.

Dois dos proprietários e dois integrantes da banda estão presos até que as investigações sejam encerradas, definidos os culpados e as providências a serem tomadas.

Essa fatalidade atingiu também o município de Chapada, estavam na boate Tarciso Richter, Lucas Haubert e Willian Brizola Lisboa, e os amigos Fernando Pellin e Miguel Weber May que vieram a óbito. Na matéria do dia 1º, o JC contou um pouco da história de Fernando e Miguel, e também relatou as lembranças de Tarciso e Lucas. O chapadense Willian, naquela oportunidade estava em coma no hospital em Santa Maria, e seria transferido para Porto Alegre para que fosse melhor assistido.

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A equipe do JC esperou que Willian se recuperasse para entrar em contato e relatar o que ele lembra daquela noite fatídica. William Brizola Lisboa, tem 21 anos, cursa Fonoaudiologia na UPF, é filho de Celso José de Oliveira Lisboa e Janete Brizola Lisboa, é irmão de Robert Brizola Lisboa e namora com Joice Roth.

A maior lembrança de Willian daquela noite, é de que havia muita fumaça e pessoas pedindo socorro. Do momento em que começou o fogo, ele conta: “estávamos eu, Fernando, Lucas e Tarciso. Primeiramente eu achei que fosse uma briga, mas em seguida olhei para o palco e vi que estava pegando fogo, foi então que falei para o Fredy “corre que tá pegando fogo” depois disso só lembro que as luzes se apagaram e todos caíram no chão”.

Willian ficou em coma por 12 dias, e disse que desse tempo não lembra nada, “depois que acordei não sabia quanto tempo havia se passado, nem onde eu estava e muito menos o tamanho que tinha sido a tragédia”, conta ele.

Em relação a recuperação ele falou que “está tudo tranquilo, a pior parte que eram os pulmões, estão se recuperando e as queimaduras é só esperar o tempo passar. Preciso ter alguns cuidados com relação a resfriados pois meus pulmões estão em fase de recuperação ainda e qualquer resfriado pode se tornar uma pneumonia, e com as queimaduras devo evitar o sol”.

Voltando a rotina do dia a dia, já voltou à faculdade, e segundo ele “foi ótimo ter voltado a estudar e rever os amigos, foi muito emocionante ver o quanto as pessoas gostam da gente e o quanto rezaram por mim”, falou.

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“Aproveito o espaço para agradecer a todos que me apoiaram de alguma forma, principalmente a minha família, minha namorada e meus amigos”, finalizou Willian.

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FONTE: REDAÇÃO JORNAL DE CHAPADA