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Dono de templo nega ser bruxo e diz que sofreu perseguição religiosa após ser considerado suspeito em caso de morte de crianças

silvio

 

Apontado pela investigação como líder de um templo satânico, Sílvio Fernandes Rodrigues, de 44 anos, negou ser bruxo e afirmou, em entrevista ao G1, que foi vítima de uma perseguição religiosa ao ser considerado suspeito no caso das crianças encontradas mortas em Novo Hamburgo. "Não sou satanista, não sou bruxo. Sou mestre de magia com mais de 20 anos de religiosidade", sentenciou Sílvio.

Ele saiu da Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ) na noite de quarta-feira (7), onde estava desde 27 de dezembro, após o delegado que investiga o caso, Rogério Baggio, pedir à justiça a revogação dos mandados impetrados contra sete homens considerados suspeitos. As testemunhas que baseavam a investigação até então, descobriu o delegado, haviam mentido. Um homem foi preso no mesmo dia por ter incentivado os falsos testemunhos.

"É uma situação bastante complicada, porque ainda não consegui organizar nada, ver nada. Estou preocupado agora em dar segurança para minha família", disse Sílvio. Segundo ele, a esposa e os três filhos, de 11, 21 e 23 anos, foram "quase linchados" na rua após sua prisão.

"A sociedade inteira está condenando. A repercussão foi nacional e internacional. Eu tenho amigos na Argentina. Como vou voltar lá se fui acusado de raptar e matar duas crianças argentinas?", comentou.

Sílvio acredita ter sido vítima de perseguição religiosa, em função do seu envolvimento com a magia. "Houve uma tendência, sim. Isso foi nítido na mídia pelo delegado da época ser cristão. Eu creio que foi perseguição religiosa e tendenciosa", afirmou.

FONTE: G1 RS