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Novas cédulas de R$ 2 e R$ 5 começam a circular no País

Notas

As novas notas completam o projeto Segunda Família do Real, que começou em 2010 com a substituição das cédulas de R$ 50 e 100

 Começaram a circular nessa segunda-feira (29) as novas cédulas de R$ 2 e R$ 5 da Segunda Família do Real. As notas, que têm projeto desenvolvido pelo Banco Central (BC) em conjunto com a Casa da Moeda do Brasil, são produzidas com novos equipamentos e insumos que permitem a impressão de qualidade superior, desenhos mais complexos, recursos gráficos e elementos antifalsificação mais modernos, o que agrega mais segurança.

 

Novas notas terão mais recursos contra falsificação

As notas entrarão em circulação por meio dos bancos comerciais e dos caixas automáticos e conviverão com as notas da Primeira Família do Real. A substituição das cédulas antigas pelas novas no dia a dia dos brasileiros será gradual, conforme as primeiras forem tiradas de circulação em função do desgaste natural.

Outra mudança importante são os tamanhos diferenciados por denominação. Isto garante a acessibilidade das pessoas com deficiência visual ao dinheiro brasileiro, oferecendo um recurso confiável para o reconhecimento e diferenciação das notas, além de inibir a tentativa de falsificação por lavagem química. As cédulas também sofreram tratamento para aumento da vida útil.

 

História do Real

O Real foi criado após sucessivos planos econômicos e trocas monetárias no País, que já operou com réis, cruzeiro, cruzeiro novo, cruzado, cruzado novo, cruzeiro e cruzeiro real. Foi implantado na gestão do presidente Itamar Franco, sob o comando da equipe do então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, que logo depois seria eleito presidente da República.

O lançamento do Plano Real, em 1º de julho de 1994, é um marco histórico na economia brasileira. A implantação do plano começou em 1º de março do mesmo ano, com a criação de um novo índice - a Unidade Real de Valor (URV). A URV uniformizou todos os reajustes de preços, câmbio e salários de maneira desvinculada da moeda vigente, o Cruzeiro Real (CR$). A cada dia, o Banco Central fixava uma taxa de conversão da URV em CR$, com base na média de três índices diários de inflação.

Em 1º de julho de 1994, a conversão e os cálculos baseados na URV saíram de cena para a entrada do Real. Cada Real valia um dólar, ou o equivalente a CR$ 2.750,00. A moeda forte trouxe estabilidade de preços e controle inflacionário, num semestre em que a taxa de inflação acumulada já chegava a 758,59%. Para se ter uma ideia, a primeira inflação registrada da nova moeda bateu um recorde para a época e atingiu 6,08%.

Hoje o Real é considerado uma das moedas mais fortes e estáveis do mundo. Atingiu sua cotação máxima no dia 14 de outubro de 1994, quando chegou a valer 1,20 dólar. No final de 2002 atingiu a cotação mínima: 0,25 dólar.

 

FONTE: BRASIL.GOV.BR