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Eleandro Dickel - jovem ajudou a criar um projeto de equoterapia

dickel

 

No dia 2 de agosto de 2013, o jovem chapadense Eleandro Altemir Graeff Dickel, de 21 anos, faleceu em virtude de uma triste doença, a leucemia. Eleandro descobriu a doença em 2011 e desde então, a família buscou silenciosamente um doador de medula óssea, que é a única forma de cura da doença, mas infelizmente, o doador não foi encontrado.

A mãe de Eleandro, Marlei Dickel entrou em contato com o ABCNotícias e contou sobre a história do jovem com a equoterapia, um método terapêutico e educacional, em que ele participava no município de Sertão, onde cursava Tecnologia em Agronegócio. Marlei disse que ele tinha uma relação com o método, auxiliando no tratamento de diversas crianças que frequentam a APAE, e que o Jornal Folha de São Paulo havia realizado uma matéria muito interessante sobre o assunto:

Nos últimos meses, era comum ouvir as crianças da Apae que fazem aula no Centro de Equoterapia do Cavalo Crioulo, em Sertão – Rio Grande do Sul, perguntando pelo ‘Chapada’. Era assim que elas gostavam de chamar Eleandro Altemir Graeff Dickel, numa referência à cidade do interior gaúcho onde o jovem morava.

Guia dos cavalos, Eleandro estava afastado do centro para se tratar da leucemia que descobriu em setembro de 2011. Não gostava, porém, de ficar longe do trabalho voluntário, projeto que ajudou a criar após entrar para o curso de tecnologia em agronegócio, no IFRS (Instituto Federal do Rio Grande do Sul).

“Nessa última internação, perguntamos se ele não queria que buscássemos as coisas dele em Sertão, e ele disse que não, porque iria voltar para lá, iria voltar para a equoterapia”, contou a irmã Mara Dickel.

Também não gostava de dizer que estava doente. Quando os amigos mandavam mensagens pelo Facebook querendo saber notícias dele, a resposta era sempre a mesma: “Estou bem”. Foi justamente por causa dessa posição de Eleandro em relação à doença que a família fez uma campanha “silenciosa” em busca de um doador, após descobrir que nenhum familiar era compatível para o transplante. Ainda assim, por ser gremista fanático, uma das torcidas organizadas do time pediu doações de sangue e medula para o rapaz.

Fonte: Andressa Tafarel, de São Paulo.

 

Eleandro

 

Mesmo com a morte do jovem Eleandro, a família continua realizando a campanha de doações de medula óssea, para que não aconteça com os outros, o que aconteceu com essa família.

“Ainda estamos organizando nossa campanha, mas usaremos a seguinte frase “para que outros anjos não criem asas”, ainda estamos envolvidos em busca de doadores de sangue pois ficamos “devendo” no Hemopasso de Passo Fundo, vamos aproveitar a campanha feita pela torcida do Grêmio SOLIDARIEDADE IMORTAL”, disse a irmã Mara Dickel.

Após a morte de Eleandro, amigos e colegas do jovem ainda estão engajados realizando uma campanha de doação, uma delas foi postada na fanpage do Grêmio, time que o jovem era torcedor fanático, dias depois da perda de Eleandro, acompanhe na sequência o recado do amigo Dionatan Daniel Bonora:

“A IMPORTÂNCIA DE UMA DOAÇÃO SUA: Sei que não é assunto sobre o Grêmio, mas eu tinha que fazer isso, essa pessoa significava muito pra mim, ele lutou por muito tempo contra a Leucemia e não teve a sorte de encontrar um doador de medula que fosse compatível, ele era um baita gremista, um baita amigo... Por isso peço humildemente para todos que possam, para serem doadores de medula, ele não teve essa sorte de conseguir um doador, mas talvez outros possam ter, gremistas ou colorados isso não importa, o que importa é poder fazer a diferença, poder salvar alguma vida... ele era um legitimo guerreiro, nunca desistiu, sempre lutou, mas o Patrão lá de cima resolveu chamá-lo e ter ao lado essa pessoa incrível que foi... vá com Deus e descanse em paz meu amigo Eleandro Dickel... Participe da campanha do álbum SOLIDARIEDADE IMORTAL e salve uma vida!

*Cadastre-se como doador de medula! Enviando-nos uma foto com a camisa tricolor!

Tu não os vê, tu não os toca, mas estão presentes...

Vários momentos inesquecíveis, me vêem a mente. Por isso Grêmio um campeonato somente te peço, Para os gremistas que lá do céu cantam comigo”.

O Jornal ABCNotícias há alguns meses realizou uma matéria com a doadora de medula Márcia Dreifke, que realizou a doação no final do mês de maio. Márcia contou que a doação não é tão complicada quanto muitos acham, sendo que após a retirada do líquido, em uma semana já esteve realizando seus trabalhos normalmente.

Seja um doador de medula, para que ‘outros anjos não criem asas’!

 

FONTE: REDAÇÃO ABCNotícias