logo fm91 logo 1500am whats-radio9

Outubro Rosa: Precisamos falar sobre prevenção e diagnóstico de câncer de mama

infografico

45% das mulheres diagnostica o câncer de mama em estágios avançados

Quando o assunto é câncer de mama a impressão que temos é que este tema é de conhecimento da maioria da população e que é bastante debatido. Mas não é a realidade. No Brasil, cerca de 45% dos casos da doença são diagnosticados em estágios avançados, ou seja, diminuindo as chances de cura das pacientes. É por isso, que este assunto deve ser discutido, principalmente no mês dedicado a ele: o Outubro Rosa.

O Outubro Rosa é um movimento mundial que teve início em 1990 quando aconteceu a primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova Iorque. No Brasil, as campanhas acontecem desde 2002 com o objetivo de compartilhar informações sobre o câncer de mama e promover a conscientização sobre a importância da detecção precoce da doença. “Necessitamos do conhecimento das tecnologias a serviço do diagnóstico dessa doença tão implacável, que possui a maior incidência e a maior mortalidade na população feminina em todo o mundo, tanto em países em desenvolvimento quanto em países desenvolvidos”, evidencia a médica radiologista do Centro de Imagem da Mama (CIM) do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo, Dra. Daniele Cavalheiro Vieira Floss.  

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostram que, dos novos casos de câncer diagnosticados, 28% são de mama. Para o Brasil, em 2018, foram estimados 59.700 casos novos de câncer de mama, com um risco estimado de 56,33 casos a cada 100 mil mulheres. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, esse tipo de câncer é o primeiro mais frequente nas mulheres da região sul com 73,07/100 mil.

Daniele pontua que as possibilidades de cura do câncer de mama estão diretamente relacionadas com o tempo em que o tumor é detectado na paciente. “Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais chances de o tratamento dar certo. Se o diagnóstico for feito tardiamente, o índice de cura do câncer diminui e complicações podem aparecer mesmo depois do tumor ter sido tratado. Em estágio inicial, a chance de cura do câncer de mama pode chegar a 90%”, destaca Daniele.

Atenção para os fatores de risco

Todas as mulheres precisam conhecer seu corpo e ficar atentas aos sinais de alerta. Se cuidar é um gesto de amor próprio, é autoestima. Daniele pontua que é possível trabalhar na prevenção do câncer de mama e também em casos de fatores de risco, fazer exames anualmente ou conforme indicação médica. “A prevenção primária do câncer de mama está relacionada ao controle dos fatores de risco reconhecidos como: má alimentação, obesidade, sedentarismo, tabagismo e alcoolismo. Estima-se que, por meio da alimentação saudável, não ingesta alcóolica e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de desenvolver a doença”, orienta a especialista, enfatizando ainda, os fatores de risco para o câncer de mama: “Quanto maior a idade, maior o risco de desenvolvimento da doença; história familiar positiva de parentes de primeiro grau com câncer de mama-risco aproximado de 13%; defeito nos genes BRCA1 e BRCA 2, com risco aproximado de 70 a 80%; menarca precoce (primeira menstruação antes dos 12 anos); menopausa tardia (última menstruação depois dos 55 anos); nuliparidade (não ter filhos); idade da primeira gestação acima dos 30 anos; tabagismo; alcoolismo; sedentarismo e obesidade. Se você possui alguns desses fatores, ligue o sinal de alerta”.

Ainda, conforme Daniele, o câncer de mama inicial não causa sintomas, somente em estágio mais avançado, que é quando aparecem nódulos na mama ou na axila, alteração no tamanho, no formato ou na textura da mama ou do mamilo e descarga mamilar sanguinolenta ou água transparente. “Realizar autoexame das mamas, fazer avaliação com um médico ginecologista e realizar exames de imagem necessários para a avaliação adequada das mamas são passos que chamamos de prevenção secundária e que, são essenciais para o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

Exames de imagem e tecnologia aliada no combate à doença

O diagnóstico precoce do câncer de mama é fundamental para o aumento das chances de cura. Para um diagnóstico preciso, a tecnologia tem sido uma aliada das mulheres. Daniele salienta alguns exames utilizados atualmente para avaliar as mamas e diagnosticar a doença.

O primeiro e mais conhecido é a Mamografia, exame de imagem, fundamental para o rastreamento do câncer de mama. “Conforme estudos europeus e americanos quando a mamografia é realizada com intervalos regulares, há uma queda entre 25-44% na mortalidade do câncer. Mulheres acima dos 40 anos devem realizar o exame anualmente e mulheres com história familiar positiva devem realizar o exame após os 35 anos ou dez anos antes da idade em que a familiar apresentou a doença”.

A Ecogragia é o método complementar da mamografia, de escolha das mulheres jovens, grávidas e lactantes. “As principais indicações para Ecografia são para mulheres com mamas densas, mulheres que apresentaram algum achado na mamografia que necessita de avaliação complementar, como por exemplo, um nódulo, para determinar a sua natureza, se sólido ou cístico e mulheres com implantes de silicone”.

Outro exame que favorece o diagnóstico precoce do câncer de mama, aumentando em cerca de 30% as taxas de diagnóstico é a Tomossíntese, “ferramenta que permite a aquisição de múltiplos cortes de 1mm, reduzindo a sobreposição tecidual e identificando lesões muito pequenas, as quais poderiam passar despercebidas pela mamografia tradicional”.

Ainda, no que diz respeito ao diagnóstico de câncer de mama, a radiologista pontua os procedimentos invasivos, que são guiados por mamografia ou ecografia, para lesões que necessitem estudo anatomopatológico e marcações pré-cirúrgicas guiadas por mamografia ou ecografia, para lesões que serão operadas e a Mamotomia, biópsia assistida a vácuo, minimamente invasiva indicado para lesões suspeitas. “A Mamotomia possui acurácia entre 99% - 100% dos casos, reduz as taxas de re-biópsia, possui maior precisão e obtenção de amostras em único procedimento e possibilita a completa retirada de lesões pequenas e benignas”, informa Daniele.

Espaço dedicado a saúde da mulher

O Hospital São Vicente de Paulo possui um espaço dedicado à saúde da mulher. O Centro de Imagem da Mama tem como objetivo permitir o diagnóstico precoce do câncer, possibilitando a paciente realizar um tratamento adequado e consequentemente conseguir a cura. “No CIM realizamos todas as modalidades de diagnóstico por imagem da mama, incluindo mamografia digital, com a tecnologia tomossíntese, ecografia mamária e das regiões axilares e procedimentos invasivos guiados por mamografia e por ecografia, bem como todas as demais modalidades de exames de ecografia para as mulheres (transvaginal, abdome, tireoide com Doppler, carótidas, entre outros), sendo um ambiente exclusivo para cuidar da saúde da mulher”, destaca Daniele, pontuando ainda que, o CIM traz o benefício de menor tempo de espera entre os exames, já que, todos são realizados no mesmo lugar e em sequência.

Imagem: Infográfico câncer de mama arte Joseane Antunes/Assessoria de Comunicação HSVP)

Foto: Dra. Daniele Cavalheiro Vieira Floss (Foto Assessoria de Comunicação HSVP)

Dra. Danieli 8